lua cheia

lua cheia
Adormecendo nos braços do Oceano

domingo, 13 de setembro de 2009

FIM DE TARDE


Os ramos das árvores ribeirinhas refletem as suas cores outonais na quietude das águas do rio da minha cidade. Parecem beijar-se com paixão, num final de tarde ainda quente, como prelúdio da longa noite que se aproxima...

Bom domingo

domingo, 6 de setembro de 2009

AMOR E SOLIDÃO



A minha cidade tem dois rios, o Lis e o Lena. Estão representados, bem no centro da fonte luminosa, de mãos dadas, simbolizando o amor e a fertilidade. Dizem as "más linguas" que o escultor dotou o Lis com um orgão sexual demasiado volumoso para a moral e os bons costumes da época. Logo a censura o mandou "cortar"...ou seja reduzi-lo a um tamanho menos "provocante"...

Ontem á noite, enquanto esperava pela abertura do Teatro Miguel Franco, fui passear junto á fonte; para olhar o Lis e o Lena, de mãos dadas... e para pensar no amor...
Já em casa encontrei um mail que alguém me enviou. Dizem que é da autoria do Dr Flávio Gikovate, médico psicanalista. Partilho-o convosco:

"A ideia de uma pessoa ser o remédio para a nossa felicidade , que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste inicio de século.
O OUTRO, com o qual se estabelece um ELO, não é PRÍNCIPE ou SALVADOR de coisa nenhuma. É apenas um COMPANHEIRO de viagem.
Muitas vezes pensamos que o outro é a nossa ALMA GÉMEA e, na verdade, o que fizemos foi INVENTÁ-LO ao nosso gosto.
Todas as pessoas deveriam ficar sózinhas, de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir a sua força pessoal.
Na solidão o individuo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo e não a partir do outro.
Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém. Algumas vezes temos de aprender a nos perdoar a nós mesmos".


Vou á esplanada mais próxima tomar a minha dose matinal de caféina. Sem ela sou como um jardim sem flores.

Um bom domingo


quarta-feira, 26 de agosto de 2009

TRILHOS


A nossa vida segue, por vezes, trilhos inesperados. Urge retirar deles as lições que encerram e prosseguir viagem sem saudades do passado nem medo do futuro. O presente é aqui e agora...
As férias terminaram. É tempo de preparar o caminho de regresso á vida académica. Para trás ficam lutas perdidas, ilusões desfeitas...mas também grandes lições aprendidas. Para diante surgem novos caminhos, outras lutas, outros valores, outras esperanças.
Diz Edgar Morin que estamos num universo donde não se pode afastar o imprevisto e o incerto (Edgar Morin, "introdução ao pensamento complexo", 2008, Instituto Piaget).
Sobre a foto:
A "velhinha" linha do Oeste, no troço entre Leiria e Monte Real, fotografada numa das minhas explorações, de mochila ás costas, em plena natureza. É a minha maneira de lidar com o stress...

sábado, 8 de agosto de 2009

COSTA DO SOL


Parei, vi e não resisti. Aquela flor debruçada sobre o mar, ali onde o Tejo se funde com o Atlântico, parecia estar á minha espera. Foi paixão á primeira vista. De pé sobre o rochedo e com as pernas a tremer, mais abaixo ficava o mar e eu não sei nadar, captei este instante supremo de uma beleza que ficará para sempre registada na minha memória.
Portugal tem recantos maravilhosos. Pena é nós nem sempre os sabermos valorizar. Não vale a pena culpar os politicos por certas degradações ambientais. Não foi o governo quem deixou as garrafas de plástico que eu encontrei em plena serra de Sintra, ou quem foi "mijar" nos rochedos do forte de S.Julião da Barra...
Para os que, como eu, aproveitam para retemperar as forças desejo umas boas férias. Aos que continuam na labuta diária, um bom trabalho.
Um abraço

sexta-feira, 24 de julho de 2009

A ALEGRIA DE VENCER


Um céu cinzento, uma promessa de chuva, um vento que agita...e um girassol que se abre num sorriso rasgado.
O vento soprou, a chuva caíu...e o girassol firme permaneceu, sorrindo á vida, ultrapassando corajosamente -porque os girassóis, á sua maneira, também são corajosos -a vicissitude dos elementos.
Como escreveu o poeta Jorge Castro "...rir ou sorrir á vida, para dela colher um eco também risonho"


Semeei esforços, plantei sorrisos, encontrei vicissitudes...quase desisti !!! Mas VENCI !!!
Foram precisos uma Frequência, um exame normal e outro de recurso para VENCER a malfadada -ou antes mal estudada - disciplina de Teorias e Metodologias do Serviço Social. Acabei o primeiro ano da minha licenciatura.
O primeiro semestre foi, de certo modo, um acumular de êxitos. Sorte de principiante. O Ego inflou, a "vaidade" surgiu...e depois aconteceu...
No segundo semestre a negativa surgiu, o "medo" nasceu -aquele "medo" que nos torna as pernas "bambas" -e aí eu aprendi a lição da humildade. Na vida há os que perdem, os que ganham e os que DESISTEM. Perdendo, ganhei, porque não DESISTI! e assim VENCI!
Para o ano outras lutas haverá, outros "medos" surgirão, porque ser corajoso não significa não ter medo...e eu sou demasiado medroso.

Tenho colegas, neste regime pós laboral, que para desempenharem os seus múltiplos papéis sociais - profissional, familiar, social, académico - vão construindo um percurso verdadeiramente épico rumo ao sonho que acalentam.

É para eles a minha homenagem. Para que continuem rindo e sorrindo á vida e dela colham um eco também risonho...como escreveu o poeta...

quinta-feira, 2 de julho de 2009

VAZIOS INTERIORES

( imagem da net)

A nossa sociedade está mergulhada em paliativos, que vão da droga mais poderosa ao hábito mais banal.
Sexo, discussão, roupa, comida, álcool, ginástica, calmantes, paixões consecutivas, são alguns dos vícios mais comuns que as pessoas adoptam para enfrentar a insegurança em que vivem.Os vícios funcionam como válvulas de escape para quem não quer aperceber-se do VAZIO da sua vida.
Mas o pior é quando as pessoas se viciam no "sofrimento"e não conseguem desfrutar das suas vitórias. Ás vezes , tudo corre bem á sua volta, mas elas preferem ver problemas onde existem possiveis alegrias.
Roberto Shinyashiki, (2002). O sucesso e ser feliz. Editora Pergaminho.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

PARTILHAR



"Na simplicidade aprendemos que

reconhecer um erro não nos diminui,

antes nos engrandece, e que as pessoas não

existem para nos admirar, mas para

partilhar connosco a beleza da existência..."


Roberto Shinyashiki


Acrescento eu:

Mesmo quando lá fora o calor quase derrete as pedras da calçada, dentro do nosso coração pode fazer um frio de rachar...

A vida é feita de encontros e desencontros....o que é preciso é não perder a esperança...