Ela andou a perseguir-me, não me largava a porta. Já lhe tinha dito que não gostava dela e pedi-lhe que se fosse embora. Não gostou de ser rejeitada. Jurou vingar-se. E cumpriu...Apanhou-me desprevenido, enquanto dormia, e penetrou em mim com tal intensidade que me deixou dois dias sem sair da cama, mais morto do que vivo.
Não sei o seu nome, de onde vem ou para onde vai. Defendi-me como pude. Tentei envenená-la. No primeiro dia resistiu. No segundo permaneceu firme até meio do dia depois começou a apresentar sinais de rendição. Aproximava-se a noite e eu precisava de ir ás aulas. Nova dose de veneno. Deixei actuar e passei á fase do controlo: nada de febre, ausência de espirros, dores moderadas..aí vou eu. Venci a maldita...constipação.
Esta luta deixou-me sem inspiração para escrever mas suscitou em mim um desejo de comer chocolates. Carências afectivas, dirão os psicólogos. E não só mas também, digo eu.
Lembrei-me então de que os melhores, chocolates, se produzem nos Alpes e se derretem onde nós quisermos, incluindo na boca. Estas pachorrentas vacas leiteiras pastavam nos Alpes Suiços, na altura em que tirei a foto. Para me aproximar delas tive de galgar um fio metálico que delimitava o local da pastagem. Toquei nele sem querer e todo o vale em redor fez eco do meu "fooooo...-se.". Estava electrificado. O meu colega francês ia rebentando a rir....
Riam vocês também, mesmo que o tempo esteja cinzento ou a comunicação social nos sirva de bandeja o que de pior se faz neste país. Estou convicto, mas não posso provar, que há por aí muitas "faces ocultas"...mas que isso não seja motivo para deixar de sorrir porque afinal até somos um povo de brandos costumes.
Bom fim de semana

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