lua cheia

lua cheia
Adormecendo nos braços do Oceano

sábado, 31 de outubro de 2009

PRISIONEIROS


Somos seres sociais em permanente prisão domiciliária e o ego funciona como pulseira electrónica. Estamos prisioneiros dos nossos relacionamentos, das nossas convicções, de tudo o que nos provoca uma falsa segurança. Erguemos muralhas á nossa volta e colocamos grades no coração . A vida é arriscada e nós escondemo-nos dentro da fortaleza que construimos . Procuramos impedir tudo aquilo que nos faz gritar de dor e reduzimo-nos a um estado de cegueira emocional. E por isso EXISTIMOS mas não VIVEMOS....
É muito ténue a fronteira que separa a sanidade da loucura. O nosso interior pode estar em ebulição mesmo que á superfície a aparência seja de calmaria.
Bom fim de semana

14 comentários:

Paula Raposo disse...

Concordo. É um auto retrato?

f@ disse...

Olá José,

Este texto deixa espaço para "divagar"...

há castelos mto belos de areia.. e de gelo... e de sentimentos tb...

melhor gritar de felicidade e fazer castelos no ar...

com o coração a ferfer ou a tremer...

,...

Já sei que me respondes e que tens razão...

proponho fazeres um castelo de sonhos...

bom fim semana

!nfinito beijinho

f@ disse...

...
vem uma bruxa com olhos de gato e ilumina-te os sonhos...

beijinhos

Estações da Vida disse...

José, mas quando nos apaixonamos esquecemos todas essas convenções, não há grades, nem egos, nem superegos que nos segurem...Caem as fortalezas, as muralhas que erguemos para nos protegermos das desilusões. O bom da vida é viver, se apaixonar, amar e ser feliz,não deixar o medo, a insegurança nos dominarem. Tenho um poema - Saia do Aljube - que, no final, diz assim: " Saia do aljube, solte as amarras! Malfadada morte é não viver!"
Beijinhos.

Zica Cabral disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Zica Cabral disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Daniel disse...

Alternamos momentos de normalidade com momentos de loucura, de insensatez. Isso realmente me incomoda. Os dias estão mais difíceis e a fuga é inevitável, seja ela como for.

abs

mari (a)penas... disse...

Gostei muito. Porém... Eu não seria tão radical.

Também chamo ao meu blog o meu castelo. Mas não me sinto prisioneira, sinto-me refugianda, em segurança.

E também gosto de dizer que a nossa vida é o nosso castelo que vamos construindo todos os dias. Mas não para nos escondermos, antes para nos fortificarmos e para sermos reis e rainhas, de algo que não pode ser mais nosso do que nós próprios, com as nossas convicções.

Enfim, são diferentes pontos de vista de uma mesma realidade!

E parece que ja postei :p

Beijinhos

direitinho disse...

Andas a ficar muito pensativo e a viver esquemas que de pensar neles me deixam atarantado.
A vida é assim. Viver um dia de cada vez. Viver cada dia melhor e sempre na esperança de coisas ainda melhores
Os nossos medos a que tu chamas muralhas são fruto das nossas vivências e experiências.
Gostei.
Respondendo à tua pergunta:
= o arquibanco faz parte de muitas coisas que herdei do passado com muita história e muito significado=

uminuto disse...

tens toda arazão...quantas vezes existimos sem vivermos verdadeiramente, porisioneiros de tantas coisas
um beijo

Miosótis disse...

Olá Zé!
Estranho esta sensação de te falar aqui, e apenas aqui...
Acho ridícula a postura que assumiste, mas esta é apenas a minha modesta opinião. Respeito-a, como procuro respeitar todas as outras, tuas ou não, muito embora não as compreenda.
No que diz respeito ao repto que me deixaste no blog, não me provocas qualquer desconforto e poderás visitá-lo sempre que queiras. Quando eu achar que não, tomarei as devidas providências.
Quanto ao teu post, deixo apenas uma pequena nota que tudo resume:
É por isto que muitos de nós permanecemos no patamar do limbo, no estado borderline que provoca tantos erros de pensamento ou até alguma alexitimia, conforme referes no teu poste, acerca da cegueira emocional.
Uma boa semana para ti

uminuto disse...

rever a foto, viver as palavras e desejar bom fds

Luana disse...

Vivemos presos, mas não podemos fazer de nós mesmos ETERNOS priosioneiros... Precisamos, em algum momento, assinar a carta de alforria!

Beijinhos do Brasil.

Zica Cabral disse...
Este comentário foi removido pelo autor.