lua cheia

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Adormecendo nos braços do Oceano
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quarta-feira, 21 de julho de 2010

O TRONCO CAÍDO



Fotos: tronco caído, na encosta do Lapedo...e a perna de um aventureiro com aspirações a trapezista..
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Agora, com mais calma, descobri um novo trilho no meu Vale do Lapedo.Serpenteia, selvagem,por entre rochas e espessa vegetação, que é preciso afastar, sempre à procura de ir mais longe e mais alto, antes que anoiteça.
Aquele tronco de pinheiro seco, com apêndices pontiagudos, caído sobre dois arbustos altos, estava numa pose excelente para a foto. Deitei-me debaixo dele, apontei a máquina para cima...e acabei ficando a olhar o azul do céu enquanto os meus sentidos se inebriavam com o silêncio envolvente, apenas quebrado por algumas cigarras que teimavam em cantar ao desafio, no final de uma tarde que tinha sido quente. Para mim são momentos tão íntimos que roçam a espiritualidade...
Mas depois veio a tentação de trepar para cima do tronco caído e caminhar sobre ele; a vista era maravilhosa e compensava o esforço; pior foi descer...o pé escorregou, o galho pontiagudo não se afastou e a perna "furada" ficou...
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Às vezes imagino como seria maravilhoso amar num cenário assim...
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Alguns acham que eu pareço louco, porque um homem normal estaria numa esplanada a beber cerveja fresca e a ganhar barriga.Fazem-me lembrar o poeta António Aleixo:
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"...há muitos que eu conheço
Que parecendo que o não são
São aquilo que eu pareço"
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Boas férias

domingo, 23 de maio de 2010

MEDOS

Era uma tarde de sol, no domingo passado, e há várias horas que eu caminhava pelos caminhos acidentados da floresta.Desejei uma excelente tarde ao velho sardão esverdeado que deu corda ás patas e se escondeu no meio dos arbustos, conversei com o desconfiado esquilo agarrado ao tronco do carvalho, caí dentro de um velho silvado...e ainda senti forças para rir sózinho da situação.
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Avistei ao longe uma cobra perigosa que parecia estar á minha espera bem no meio do caminho poeirento que eu trilhava. Não sei porquê mas as cobras inspiram-me algum medo.Parei á espera que se fosse embora... ela não se mexia. Enchi-me de coragem e atirei-lhe uma pedra...continuou imóvel...bem, não podia ficar ali o resto da tarde e estava fora de questão voltar para trás. Enchi o peito de ar e resolvi ir á luta...ou a cobra ou eu !!!
Não sei se foi do cansaço ou do sol que apanhei na cabeça...a perigosa cobra não passava de um inocente ramo seco de carvalho caído no caminho...a imaginação fez o resto....
São assim muitos dos nossos medos...inofensivos !!!
Uma boa semana, apesar da crise...
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Tirei uma foto e resolvi publicar para me penitenciar por medos tão irracionais.