A minha cidade tem dois rios, o Lis e o Lena. Estão representados, bem no centro da fonte luminosa, de mãos dadas, simbolizando o amor e a fertilidade. Dizem as "más linguas" que o escultor dotou o Lis com um orgão sexual demasiado volumoso para a moral e os bons costumes da época. Logo a censura o mandou "cortar"...ou seja reduzi-lo a um tamanho menos "provocante"...
Ontem á noite, enquanto esperava pela abertura do Teatro Miguel Franco, fui passear junto á fonte; para olhar o Lis e o Lena, de mãos dadas... e para pensar no amor...
Já em casa encontrei um mail que alguém me enviou. Dizem que é da autoria do Dr Flávio Gikovate, médico psicanalista. Partilho-o convosco:
"A ideia de uma pessoa ser o remédio para a nossa felicidade , que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste inicio de século.
O OUTRO, com o qual se estabelece um ELO, não é PRÍNCIPE ou SALVADOR de coisa nenhuma. É apenas um COMPANHEIRO de viagem.
Muitas vezes pensamos que o outro é a nossa ALMA GÉMEA e, na verdade, o que fizemos foi INVENTÁ-LO ao nosso gosto.
Todas as pessoas deveriam ficar sózinhas, de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir a sua força pessoal.
Na solidão o individuo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo e não a partir do outro.
Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém. Algumas vezes temos de aprender a nos perdoar a nós mesmos".
Vou á esplanada mais próxima tomar a minha dose matinal de caféina. Sem ela sou como um jardim sem flores.
Um bom domingo

