Instante de amor. A Nu Vem envolve o Sol...numa profusão de sentimentos e emoções...numa calma manhã de Agosto...sobre a praia...
Gosto de mar...longe da multidão...
Deitado sobre a areia, na encosta de uma duna...olhando a dança da Nu Vem que corteja o Sol e sentindo O VENTO CONTRA A CARA...
Este "misticismo" envolvente é brutalmente interrompido pelo troar de dois F-16, que sulcam o céu, numa dança de guerra...sinal de violência, num mundo que anseia pela PAZ...
Convidei a minha criança interior e, juntos, divertimo-nos, lançando sobre a superfície da água, as pedras polidas, encontradas sobre a areia da praia...
Alguém terá pensado que eu "pareço" louco...Responderei com parte dum poema de António Aleixo: "...há muitos que eu conheço/que parecendo que o não são/são aquilo que eu PAREÇO"
Com um pouco de atenção e muita curiosidade encontramos, a cada passo, sinais visiveis, do nosso modo de ser tipicamente português. Sobre a areia branca da praia encontrei sinais evidentes da nossa religiosidade: um número indefinido de BEATAS.



