
Comprei um peluche...
É lindo.Tem olhos esverdeados...e um ar inocente, cheio de ternura.Faz despertar a criança que vive dentro de nós.
Emoções reprimidas, por uma visão demasiado racionalista da vida, condicionadas por uma cultura masculina, que não sabe como lidar com os sentimentos.
Homero, na sua obra "A Ilíada,"põe o bravo guerreiro Odisseus a chorar. Quando, na Idade Média, morreu o grande guerreiro francês Roland, 20.000 cavaleiros choraram até desmaiarem ...
Durante séculos, tempos duros de conquista, sem o conforto das gerações actuais, as lágrimas eram uma expressão natural que garantiam algum equilibrio emocional.
Com a Revolução Industrial, as fábricas precisavam de operários muito concentrados e pouco emotivos. A emotividade tornou-se um assunto privado para se resolver atrás de portas fechadas.
Mesmo no campo da psicologia, entre o século XIX e princípios do séculoXX, grandes mestres, definiram grandes princípios, que hoje são, considero eu, enormes "barbaridades".
J.B.Watson, o fundador da teoria do comportamentalismo ( ou behaviourismo) afirmava que as mães não deviam, beijar os filhos, pegar-lhes ao colo, encavalitá-los joelhos...porque estavam a construir um ser humano completamente incapaz de lidar com o mundo onde mais tarde teria de viver.
A inteligência foi, durante muito tempo, expressa em termos do Q.I. Essa forma de avaliação, por si só, está fora de contexto. Hoje o equilibrio é encontrado em conjunto com o Quociente Emocional (Q.E). Não tenho dúvidas de que Hitler era dotado de um elevado Q.I. Mas sendo desprovido de Q.E ficou reduzido a um estado alexitimico, também chamado de cegueira emocional, tornando-o num dos maiores criminosos da História.
Eu fui, durante muitos anos, educado dentro do princípio de que "um homem nunca chora".
Hoje sei, um saber de experiência feito, que é MENTIRA...E não me sinto menos HOMEM por isso.